O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) investiga uma chacina que resultou na morte de dez pessoas de uma mesma família. O crime ocorreu em janeiro de 2023 e foi planejado com antecedência, visando a posse de uma chácara de 5,2 hectares, avaliada em R$ 2 milhões, na região do Paranoá.
O julgamento dos acusados começou no dia 13 de abril de 2026 e deve se estender até o dia 19 do mesmo mês. Ao todo, 23 pessoas serão ouvidas, incluindo policiais e testemunhas de defesa e acusação. A denúncia do MPDFT descreve o crime como um “plano cruel e torpe”, com os réus agindo de forma coordenada e violenta.
A cronologia dos eventos, segundo a denúncia, é a seguinte: em outubro de 2022, os acusados se associaram para cometer crimes. Em 27 de dezembro de 2022, eles renderam Marcos Antônio Lopes de Oliveira, sua esposa Renata Juliene Belchior e a filha Gabriela Belchior, roubando cerca de R$ 49 mil e levando as vítimas para um cativeiro em Planaltina. Marcos foi assassinado e esquartejado.
Renata e Gabriela permaneceram em cativeiro, enquanto os criminosos usaram seus celulares para se passar por elas. Entre 2 e 4 de janeiro de 2023, Cláudia Regina Marques de Oliveira e sua filha Ana Beatriz Marques de Oliveira foram sequestradas e levadas ao mesmo cativeiro. No dia 12 de janeiro, Thiago Gabriel Belchior, marido de Elizamar e filho de Marcos e Renata, foi atraído para a chácara e também sequestrado.
Em 12 e 13 de janeiro, Elizamar e seus três filhos foram convencidos a ir até a chácara, onde foram rendidos e levados para uma rodovia em Cristalina (GO). Gideon e Horácio, acusados de estrangulá-los, também incendiaram o carro com os corpos. No dia 14 de janeiro, Renata e Gabriela foram mortas e seus corpos queimados em Unaí (MG).
No dia 15 de janeiro, Cláudia, Ana Beatriz e Thiago foram assassinados a facadas e seus corpos enterrados. Após os crimes, parte do grupo tentou destruir provas, queimando objetos do cativeiro. As penas para os crimes incluem homicídios qualificados, extorsão, roubo, sequestro, entre outros.
As vítimas da chacina incluem Elizamar Silva, Thiago Gabriel Belchior, e três crianças, além de outros membros da família. O caso chocou a comunidade e levantou questões sobre a segurança na região.

