O chef de cozinha italiano Fabio Mattiuzzo foi preso em Fortaleza pela Polícia Federal (PF) por fraudes cometidas na Itália. Ele estava na lista de procurados da Interpol desde junho de 2025 e é acusado de desviar mais de 96 mil euros, conforme inquérito da PF.
A prisão de Mattiuzzo foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 9 de março de 2026, com o objetivo de realizar sua extradição. O chef possui duas condenações na Itália, totalizando mais de 5 anos de prisão por falência fraudulenta agravada.
A detenção ocorreu no dia 13 de março de 2026. A PF informou que o STF expediu um mandado de prisão preventiva para fins de extradição, que foi cumprido pela Polícia Federal. O italiano permanecerá à disposição do STF, que é responsável pelo processo de extradição.
Fabio Mattiuzzo era chef de um restaurante de culinária francesa na área nobre de Fortaleza. Segundo o processo, ao qual a PF teve acesso, ele era diretor de duas empresas na Itália que faliram após grandes prejuízos entre 2009 e 2011. Ele é acusado de desviar dinheiro das companhias para cobrir despesas pessoais, incluindo um desvio de mais de 96 mil euros.
A Justiça italiana também aponta que o chef ocultou e destruiu livros e documentos contábeis das empresas. A decisão do ministro Flávio Dino destaca que, entre 24 de novembro de 2009 e 3 de junho de 2010, Mattiuzzo desviou um total de 96.118,51 euros da empresa Armani S.r.l. para fins pessoais, ocultando e destruindo registros contábeis relevantes.
Além disso, entre 20 de outubro de 2010 e 28 de setembro de 2011, ele, em colaboração com Valerio Gianluca Locatelli, desviou bens de capital, mobiliário e um caminhão da marca Nissan da empresa S.A.P. S.r.l., também ocultando e destruindo registros contábeis. Mattiuzzo foi inicialmente condenado em 15 de dezembro de 2017, com a pena definitiva imposta de 2 anos e 6 meses de prisão por falência fraudulenta agravada.
A decisão judicial ressalta que os crimes não estão prescritos e equivalem no Brasil a apropriação indébita e fraude a credores. A PF informou ao STF, no dia 16 de março, que cumpriu o mandado de prisão e solicitou as tratativas para a extradição do italiano.

