O chefe da autoridade eleitoral do Peru, Piero Corvetto, renunciou ao cargo na terça-feira, 21 de abril de 2026, em meio a uma crise provocada pelos atrasos na apuração das eleições gerais realizadas em 12 de abril.
Corvetto, que presidia a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), anunciou sua decisão por meio de uma carta publicada nas redes sociais. Ele enfrentava pressão de setores políticos, empresários e parlamentares que exigiam respostas sobre a lentidão na divulgação dos resultados.
A contagem oficial dos votos praticamente não avançava desde a última sexta-feira, enquanto milhares de cédulas contestadas continuavam em revisão devido a inconsistências, erros formais ou falta de informações nas atas eleitorais.
Embora alguns candidatos tenham levantado acusações de fraude, observadores internacionais da União Europeia afirmaram não ter encontrado indícios de irregularidades no processo eleitoral. Corvetto reconheceu falhas logísticas, mas negou qualquer manipulação dos votos.
Com quase 94% das urnas apuradas, a conservadora Keiko Fujimori liderava a disputa com cerca de 17% dos votos válidos. A disputa pela segunda vaga no segundo turno seguia indefinida entre o congressista de esquerda Roberto Sánchez e o ultraconservador Rafael López Aliaga, que estavam separados por uma diferença mínima.
Segundo o Júri Nacional de Eleições (JNE), o resultado final deve ser anunciado até 15 de maio, e o segundo turno está previsto para junho. A renúncia de Corvetto aprofunda a instabilidade política no Peru, que enfrenta anos de crises institucionais e sucessivas trocas de governo.


