A China deverá reduzir suas importações de soja, carne suína, carne bovina e produtos lácteos em 2026, conforme relatório divulgado pelo Ministério da Agricultura local nesta segunda-feira (20). As projeções indicam uma queda de 6,1% nas importações de soja, 8,2% na carne suína, 3,9% na carne bovina e 4,1% nos produtos lácteos em relação ao ano anterior.
O relatório intitulado China Agricultural Outlook 2026-2035 afirma que os preços gerais dos produtos agrícolas devem permanecer estáveis, com a maioria das commodities apresentando estabilidade inicial antes de uma possível alta no final do ano. A produção de grãos está prevista para alcançar 733 milhões de toneladas até 2030 e 753 milhões de toneladas até 2035, com crescimentos de 2,5% e 5,3% em relação à safra recorde de 715 milhões de toneladas em 2025.
As importações de grãos da China devem diminuir para 115 milhões de toneladas até 2035, em comparação com 140,56 milhões de toneladas em 2025. As compras de soja devem cair para 82,55 milhões de toneladas, representando uma redução de 26,2% em relação ao recorde de 111,83 milhões de toneladas em 2025.
Em março, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos aumentaram em relação aos dois primeiros meses do ano, com a chegada de mais remessas após a retomada das compras no final do ano passado. No entanto, os volumes ainda estão muito abaixo dos níveis do ano anterior. Tensões comerciais haviam paralisado as compras da safra de soja de outono dos EUA, e dados alfandegários indicam que não houve importações entre setembro e dezembro.
A retomada das compras ocorreu após uma trégua comercial no final de outubro, com a China adquirindo cerca de 12 milhões de toneladas desde então, que estão chegando gradualmente aos portos. As importações de soja do Brasil também aumentaram em março, mas não atingiram as expectativas devido a inspeções mais rigorosas.
Destaques do relatório incluem que a China trouxe 1,85 milhão de toneladas de soja dos EUA em março, um aumento em relação aos 1,49 milhão de toneladas de janeiro a fevereiro, mas 24,2% abaixo dos 2,44 milhões de toneladas do ano anterior. As importações do Brasil aumentaram 47,4% em março, passando de 0,95 milhão de toneladas para 1,40 milhão de toneladas, após atrasos na colheita que reduziram os embarques.
No total, as chegadas de soja aumentaram 14,9% em março, totalizando 4,02 milhões de toneladas em comparação ao ano anterior, embora ainda tenham ficado abaixo das expectativas dos analistas, que eram de cerca de 6,4 milhões de toneladas. No primeiro trimestre, os embarques dos EUA caíram 70,5% em relação ao ano anterior, totalizando 3,41 milhões de toneladas, enquanto as importações do Brasil aumentaram 75,6%, alcançando 7,97 milhões de toneladas.


