No Rio de Janeiro, ciclistas e usuários de bicicletas elétricas enfrentam vias com alto risco devido à falta de infraestrutura cicloviária. Essa conclusão é baseada em um levantamento que analisou 105 ruas da cidade, revelando que a maioria combina alta velocidade de circulação com ausência de ciclovias.
O estudo, realizado com dados da Prefeitura do Rio, destaca que 43 ruas foram classificadas como de ‘segurança crítica’. Além disso, 67 vias não possuem qualquer tipo de infraestrutura cicloviária, enquanto apenas 11 têm ciclovia e 6 têm ciclofaixa.
“Nós devemos avaliar as principais rotas de interesse e ver se elas são atendidas por infraestrutura para bicicleta”, disse a professora da Coppe/UFRJ, Marina Baltar. Ela também alertou que a falta de infraestrutura pode levar ciclistas a optarem por modos de transporte menos sustentáveis.
O levantamento revelou que as vias mais perigosas estão concentradas em regiões como a Grande Tijuca, onde mais da metade das 15 ruas analisadas foi classificada como de segurança crítica. A Rua Conde de Bonfim, onde uma mulher e seu filho foram atropelados, exemplifica essa situação.
Vivi Zampieri, gestora de Mobilidade Ativa da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio, destacou que velocidades acima de 50 km/h são letais para ciclistas. Luiz Saldanha, diretor do Aliança Bike, enfatizou a necessidade de uma gestão mais eficaz das velocidades nas vias.
A Zona Norte apresenta alguns dos piores indicadores, com a maioria das vias analisadas sem infraestrutura cicloviária. Apenas a Avenida Ernani Cardoso, em Cascadura, possui trecho com ciclovia.
A Zona Sul, apesar de concentrar a maior parte da infraestrutura cicloviária, ainda enfrenta desafios. Em Copacabana, metade das vias analisadas é considerada de ‘segurança crítica’. A falta de conexão entre ciclovias e outras regiões da cidade também é um problema.

