A dolarização de ativos é uma estratégia que permite reduzir a exposição ao “risco Brasil”. O tema foi discutido no quadro “Papo de Investidor” da Resenha do Dinheiro, apresentado por Thiago Godoy.
Investir em dólar não se resume a comprar a moeda, mas envolve adquirir ativos ligados à economia americana ou à variação cambial. Godoy recomenda três opções práticas para o investidor brasileiro.
A primeira opção é investir em ETFs internacionais pela B3. Esses fundos replicam índices de mercado, como o S&P 500, permitindo que o investidor tenha exposição a diversas empresas no exterior com uma única aplicação.
A segunda alternativa são os fundos de investimento internacional, onde um gestor profissional é responsável por montar a carteira e decidir sobre compras e vendas de ativos. Essa gestão envolve taxas e o desempenho depende das decisões do gestor.
A terceira possibilidade é abrir uma conta internacional, permitindo que o investidor transfira recursos para fora do país e invista diretamente no mercado global. Essa opção oferece liberdade e diversificação, mas exige maior conhecimento sobre custos como câmbio e tributação.
Além dessas opções, é possível investir na moeda através de fundos cambiais ou ativos atrelados ao dólar. Godoy alerta que um erro comum entre brasileiros é tentar “acertar o timing” do câmbio, comprando dólar apenas quando está caro. Ele recomenda encarar a dolarização como uma estratégia de proteção e potencialização do patrimônio ao longo do tempo.
A Resenha do Dinheiro, realizada com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, é apresentada por Marilia Fontes, Thiago Godoy e Bernardo Pascowitch, abordando temas de educação financeira e investimentos de forma leve e direta. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.


