O novo delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, anunciou que o concurso com 139 vagas será destinado ao interior do estado. A informação foi divulgada durante uma entrevista à Rede Amazônica, após sua posse no dia 8 de abril, quando substituiu José Henrique Maciel.
Buzolin, que atuava como coordenador da Divisão Especializada em Investigação Criminal (Deic), destacou que as novas contratações atenderão principalmente municípios que não possuem delegados, como Assis Brasil e Manoel Urbano. Ele afirmou:
“”A governadora Mailza Assis assinou a autorização para a realização do concurso, com 139 vagas, as quais, provavelmente, serão destinadas todas ao interior do estado, tendo em vista que existe uma demanda imensa das nossas delegacias dos municípios no interior.””
O delegado também mencionou a situação da delegacia de Brasiléia, que ainda enfrenta dificuldades após a maior enchente registrada em janeiro de 2024. Ele informou que as equipes foram deslocadas para Epitaciolândia e que uma nova delegacia está em construção, com previsão de entrega ainda neste ano.
Além disso, Buzolin falou sobre a instalação do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, que atualmente não possui espaço oficial na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele comentou sobre o caso da filha de Yara Paulino, que foi assassinada no ano passado, e a dificuldade enfrentada nas buscas devido ao tempo decorrido desde o desaparecimento da criança.
O novo delegado-geral também abordou o combate ao narcotráfico, afirmando que as operações estão sendo intensificadas com a entrega de equipamentos e veículos às delegacias. Ele destacou a necessidade de maior atenção à regional do Vale do Juruá, uma das principais rotas do tráfico no país.
Sobre a segurança no conjunto habitacional Cidade do Povo, Buzolin informou que será realizada uma análise nas delegacias da região, reconhecendo que a maioria dos homicídios está relacionada a organizações criminosas. Ele acredita que o fortalecimento das delegacias contribuirá para a redução dos índices de violência.
O antecessor de Buzolin, José Henrique Maciel, teve uma trajetória marcada por polêmicas, incluindo exonerações e investigações por supostos esquemas de corrupção. Ele foi alvo de denúncias de assédio e tráfico de influência, além de ter sido investigado por uso indevido de veículo oficial.


