O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos continua fechado, sem financiamento aprovado pelo Congresso há dois meses. O presidente da Câmara, Mike Johnson, enfrentou dificuldades políticas ao mudar de posição em relação a um pacote de financiamento aprovado pelo Senado.
Os republicanos no Congresso e o presidente Donald Trump estão considerando o uso do processo de reconciliação orçamentária para financiar o DHS. Essa abordagem permite que os republicanos aprovem um projeto de lei sem a necessidade de 60 votos, contornando os filibusters.
O pacote de reconciliação deve incluir apenas recursos para o ICE e a Patrulha de Fronteira, sem incluir ajuda para desastres ou outros programas. O objetivo é concluir esse processo até 1º de junho, meses após o último prazo de financiamento do DHS.
Entretanto, o processo de aprovação de um orçamento ainda é complexo. A Câmara e o Senado precisam seguir várias etapas para aprovar uma resolução orçamentária que permita o uso da reconciliação. Os republicanos enfrentaram desafios semelhantes no passado, levando meses para aprovar um grande pacote de financiamento.
A situação atual é preocupante, pois o DHS tem sido mantido com financiamento temporário desde outubro. Além disso, Trump tem utilizado uma autoridade questionável para pagar trabalhadores da TSA e outros, sem a aprovação do Congresso, levantando questões sobre a constitucionalidade dessa ação.
A paralisia do Congresso em aprovar projetos de lei de apropriação é um problema persistente. Historicamente, o Congresso não cumpriu o prazo fiscal de 1º de outubro, dependendo de Resoluções Contínuas para renovar temporariamente o financiamento.
Com as eleições de meio de mandato se aproximando, a possibilidade de um novo impasse orçamentário em outubro de 2026 é real. A falta de diálogo e a desconfiança entre os partidos dificultam a resolução de problemas orçamentários, o que pode afetar negativamente a moral dos trabalhadores federais.
““É Natal e estamos todos em miséria”, disse Ellen Griswold, personagem de Beverly D’Angelo, refletindo a situação atual do Congresso.”

