A Coreia do Norte lançou, neste sábado (18), múltiplos mísseis balísticos em direção ao mar na costa leste da península coreana. A informação foi confirmada pelas forças militares da Coreia do Sul e pelo governo do Japão. Este lançamento aumenta a sequência de testes realizados por Pyongyang em 2026 e intensifica a escalada militar na região.
Este foi o sétimo lançamento de mísseis balísticos do país neste ano e o quarto apenas em abril. De acordo com o Exército sul-coreano, os projéteis foram disparados por volta das 6h10 de domingo (19), no horário local, o que corresponde a 18h10 de sábado (18), no horário de Brasília, nas proximidades da cidade de Sinpo, na costa leste da Coreia do Norte.
O governo japonês informou que os mísseis provavelmente caíram no mar próximo à costa oriental da península, sem atingir a zona econômica exclusiva do Japão. Após os lançamentos, o gabinete presidencial da Coreia do Sul convocou uma reunião emergencial de segurança para avaliar a situação.
Os testes com mísseis balísticos são proibidos por resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que impõem sanções ao programa militar norte-coreano. No entanto, Pyongyang rejeita essas restrições, afirmando que elas violam seu direito soberano de autodefesa.
Analistas indicam que a frequência dos testes reflete uma estratégia deliberada de fortalecimento do arsenal norte-coreano. O professor Lim Eul-chul, da Universidade Kyungnam, sugere que o cenário internacional pode estar favorecendo esse movimento, com os Estados Unidos concentrados em outras frentes, como o Irã, permitindo à Coreia do Norte acelerar o desenvolvimento de suas capacidades nuclear e balística.
Os lançamentos ocorrem em um momento de expectativa diplomática, com Estados Unidos e China se preparando para uma cúpula prevista para meados de maio. O presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, devem discutir, entre outros temas, o avanço do programa nuclear norte-coreano. Na semana passada, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que a Coreia do Norte fez avanços “muito sérios” na produção de armas nucleares, incluindo a possível construção de uma nova instalação de enriquecimento de urânio.
No fim de março, Kim Jong Un declarou que o status do país como potência nuclear é “irreversível” e defendeu a ampliação do que chamou de “dissuasão nuclear de autodefesa”.


