Cuba confirmou nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, que manteve conversas em Havana com autoridades dos Estados Unidos. A informação foi divulgada por um alto diplomata do Ministério das Relações Exteriores cubano.
“Posso confirmar que recentemente foi realizado aqui em Cuba um encontro entre delegações de Cuba e Estados Unidos”, afirmou Alejandro García, diretor de assuntos bilaterais Cuba-Estados Unidos da chancelaria, ao jornal comunista Granma.
García informou que “pela parte americana participaram secretários adjuntos do Departamento de Estado e, pela parte cubana, em nível de vice-ministro das Relações Exteriores”. Na última sexta-feira, o portal de notícias americano Axios publicou que autoridades dos Estados Unidos realizaram, no dia 10 de abril, múltiplas reuniões em Havana com representantes da ilha, incluindo Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-líder Raúl Castro.
Segundo o Axios, que cita um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, os representantes de Washington fizeram várias exigências ao governo cubano para dar continuidade ao processo de negociações, incluindo a libertação de presos políticos.
No entanto, a chancelaria cubana negou essas afirmações. “No âmbito da reunião, nenhuma das partes estabeleceu prazos nem fez exigências de caráter coercitivo, como foi mencionado por meios de comunicação americanos. Todo o intercâmbio ocorreu de forma respeitosa e profissional”, afirmou García.
O diplomata cubano destacou que “a eliminação do cerco energético contra o país foi um tema de máxima prioridade” para a delegação da ilha e classificou o atual processo de conversas com os Estados Unidos como “um tema sensível”, tratado com “discrição”.
As conversas entre Havana e Washington ocorrem em um momento de fortes tensões entre ambos os governos, desde que, em janeiro, a administração do presidente Donald Trump começou a aplicar uma política de máxima pressão contra a ilha comunista, exigindo mudanças e o corte das importações de petróleo no país.


