O novo governador de Goiás, Daniel Vilela, assumiu o cargo no último dia 31 de março, sucedendo Ronaldo Caiado, que governou por 7 anos e 3 meses. Durante a cerimônia de posse, Caiado destacou as qualidades de Vilela, afirmando que ele tem a responsabilidade de honrar o nome da família e de combater a corrupção e a criminalidade.
Caiado, que agora se prepara para uma pré-campanha à presidência, obteve uma aprovação superior a 80% em Goiás, em parte devido à queda nos índices de criminalidade durante sua gestão. Em 2017, Goiás era o 8º estado mais violento do Brasil, enquanto em 2025, a taxa de mortes violentas caiu para 15,1 por 100 mil habitantes, colocando o estado na 19ª posição.
Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2016, Goiás registrou 2.491 crimes violentos letais intencionais, número que caiu para 960 em 2024, representando uma redução de 61,4%. O crime de latrocínio também teve uma queda significativa, passando de 186 casos em 2016 para apenas 18 em 2024.
Daniel Vilela, de 42 anos, é considerado mais moderado que seu antecessor e será observado de perto em seus primeiros meses de governo. Em seu discurso pós-posse, ele afirmou que não haverá redução na luta contra a criminalidade, prometendo um “jogo duro contra a bandidagem”.
““Não vamos baixar a guarda na segurança pública. Pelo contrário! É jogo duro contra a bandidagem. Com o governador Caiado, os bandidos mudaram de estado ou mudaram de profissão”, disse Vilela.”
As mudanças no secretariado de Vilela incluem alterações em 15 pastas, mas as instituições ligadas à segurança pública, como a Polícia Civil e a Polícia Militar, permanecerão inalteradas. O titular da Secretaria de Segurança Pública, Renato Brum, foi mantido no cargo.
A continuidade das políticas de segurança pública é vista como um elemento central na narrativa política de Caiado e nas expectativas em relação a Vilela. A capacidade do novo governador de transformar essa herança em algo próprio será testada ao longo de sua gestão.

