Na tarde de quinta-feira, 23 de abril de 2026, empresários, deputados federais e representantes da sociedade civil se reuniram em Uberlândia para debater o fim da escala 6×1. O encontro abordou possíveis mudanças na escala semanal de trabalho e seus reflexos na qualidade de vida, produtividade e geração de empregos.
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho, que já é antiga, voltou a ganhar destaque no Congresso Nacional. Parlamentares estão analisando propostas que podem limitar a carga horária semanal de 44 horas para até 36 horas, além de considerar o fim da escala 6×1.
““Não existe empresa sem trabalhador e trabalhador sem empresa. Nós temos que buscar um equilíbrio do ponto de vista econômico e, ao mesmo tempo, do bem-estar”, afirmou Rogério Nery, empresário e conselheiro da Associação Empresarial de Uberlândia (Aciub).”
Ele ressaltou a importância de discutir o futuro do país e como as mudanças podem impactar a vida de milhões de empregados e empregadores. No Congresso, uma das quatro propostas em tramitação é de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT/MG), que acredita que a redução da jornada de trabalho pode trazer benefícios significativos para a saúde dos trabalhadores e para a produtividade.
““Nós temos 36% dos trabalhadores na informalidade. E 30% disseram em pesquisa que, se a jornada for mais humanizada, eles topam formalizar”, disse Reginaldo Lopes.”
Por outro lado, um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que a redução da jornada de trabalho pode aumentar os custos com emprego formal em até R$ 267 bilhões por ano.
Durante o debate, o presidente da Aciub destacou a necessidade de encontrar soluções equilibradas para fortalecer a economia e ampliar a geração de empregos. “Nós temos certeza que o país precisa ser competitivo, mas ao mesmo tempo precisamos ter o trabalhador motivado e num bom ambiente”, afirmou.
“O deputado federal Zé Vitor (PL/MG) expressou preocupações sobre a proposta, afirmando que ela poderia comprometer a competitividade do país e gerar impactos negativos no mercado de trabalho.”
“Para que não haja uma transformação tão radical que poderia, em algum momento, paralisar a economia. A gente está muito preocupado para que seja algo justo para todos”, explicou Zé Vitor.

