A polêmica envolvendo Bang Si-Hyuk, presidente da HYBE, empresa responsável pelo grupo BTS, teve um novo desdobramento nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026. A Agência de Polícia Metropolitana de Seul havia solicitado aos promotores um mandado de prisão contra Bang por suspeita de fraude.
No entanto, o Ministério Público do Distrito Sul de Seul considerou que o pedido não apresentava fundamentos suficientes para justificar a detenção neste momento. O órgão pediu que a polícia reúna mais provas antes de avançar no caso.
A decisão foi confirmada pela Unidade Conjunta de Investigação de Crimes Financeiros e de Valores Mobiliários da Procuradoria do Distrito Sul de Seul, que declarou:
““Constatamos que não há justificativa suficiente para a prisão preventiva nesta fase e solicitamos investigação complementar.””
Enquanto a apuração continua, Bang Si-Hyuk está proibido de deixar o país até agosto, embora a imprensa local afirme que as autoridades não veem risco concreto de fuga.
O empresário é investigado por suspeitas de ter enganado investidores em 2019 ao afirmar que a HYBE não tinha planos imediatos de abrir capital. Segundo a polícia, investidores teriam vendido suas ações para um fundo ligado a associados da empresa pouco antes da oferta pública inicial (IPO).
Esse fundo teria pago cerca de 200 bilhões de won (aproximadamente R$ 676 milhões) a Bang por um acordo paralelo que lhe garantiria 30% dos lucros após a operação. Por meio de representantes da HYBE, ele nega qualquer irregularidade e afirma que coopera com a investigação há meses.

