O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como ‘Beto Louco’, enfrenta dificuldades para formalizar uma delação premiada. Ele é acusado de liderar um esquema de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, ao lado de Mohamad Hussein Moraes, o ‘Primo’. Ambos estão foragidos desde o ano passado.
A delação de Beto Louco, que já havia sido tentada junto à Procuradoria-Geral da República, não foi aceita devido à falta de provas substanciais. Agora, ele busca um novo acordo com o Ministério Público em São Paulo, mas excluiu da sua lista de delações figuras com foro privilegiado.
O empresário pretende delatar apenas servidores públicos, policiais e magistrados supostamente envolvidos no esquema. Um ex-colaborador afirmou que Beto Louco deseja provar que não é violento e que não tem ligação com facções criminosas, apesar das investigações apontarem vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Beto Louco é gestor do grupo Copape, que atua na distribuição de combustíveis. Segundo informações, ele fugiu do Brasil há sete meses, inicialmente para Portugal, e atualmente estaria morando na Líbia. A família do empresário tem pressionado para que ele se entregue às autoridades no Brasil.


