A Petrobras anunciou a demissão de Claudio Romeo Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados, em 6 de abril de 2026. A decisão ocorre em meio a uma crescente pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a estatal.
O presidente Lula tem sido criticado por suas intervenções nas decisões da Petrobras, que são vistas como um clássico aparelhamento político. Ele criou um programa para oferecer gás de cozinha a preços acessíveis, em resposta ao aumento dos preços dos combustíveis, que afeta seus planos eleitorais.
As pesquisas indicam que Lula não tem conseguido converter em votos os investimentos em medidas populistas. A estatal, por sua vez, tomou decisões técnicas em relação a leilões de combustível e gás, priorizando os princípios de mercado.
Lula, insatisfeito com as ações da Petrobras, fez declarações contundentes contra a cúpula da empresa, sem pedir a demissão da presidente Magda Chambriard, que ele mesmo nomeou. Ele acusou o leilão de gás de ser uma ‘bandidagem’ e uma ‘cretinice’.
O presidente não esclareceu o motivo de suas acusações graves contra os executivos da estatal, nem se solicitou investigações à Polícia Federal sobre as alegações feitas. Ele afirmou que o povo pobre não pagará o preço da guerra, referindo-se ao contexto da escalada de preços.
A demissão de Schlosser, apontado como responsável pelo processo de leilão, levanta preocupações sobre a intervenção política do governo nos negócios da Petrobras, em um cenário de reeleição.
A Petrobras confirmou a exoneração de Schlosser em um fato relevante divulgado ao mercado financeiro, destacando que a decisão foi aprovada em reunião do Conselho de Administração.

