O governo federal está finalizando um novo programa para reduzir o endividamento das famílias brasileiras. A iniciativa, chamada Desenrola 2.0, prevê mecanismos que ‘travam’ determinados tipos de empréstimos para os beneficiários.
A proposta inclui contrapartidas para evitar que os participantes do programa assumam novas dívidas. O projeto também busca fomentar a educação financeira e pode exigir que os contemplados não adquiram novas linhas de crédito consideradas mais caras, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial.
Dados do Banco Central indicam que os juros médios em operações com cartão de crédito rotativo chegaram a 436% ao ano em fevereiro. O foco principal da medida é a renegociação de dívidas, semelhante ao que foi feito com o programa anterior, o Desenrola.
Fontes do governo informaram que a ideia é que as instituições financeiras ofereçam descontos significativos, de até 90%, nas dívidas. Para mitigar o risco para os bancos, o governo pretende utilizar fundos públicos como garantia nas renegociações, o que também pode ajudar a reduzir as taxas de juros.
A demanda por essa medida partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que expressou preocupação com o crescente endividamento das famílias. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também destacou a necessidade de abordar a forma como os brasileiros percebem e utilizam o crédito.
O programa pode ser implementado em breve, por meio de uma medida provisória, além de outras ferramentas infralegais, como decretos e portarias. O governo também considera ampliar os benefícios para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, seguindo os moldes do Desenrola Pequenos Negócios.

