Dez governadores e dez prefeitos renunciam para concorrer nas eleições de 2026

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Dez governadores e dez prefeitos de capitais renunciaram a seus mandatos para concorrer a outros cargos nas eleições deste ano. O prazo para a desincompatibilização terminou na noite de sábado (4), a seis meses do primeiro turno. A regra é válida para quem ocupa cargos no Poder Executivo, visando evitar o uso da máquina pública em favor das candidaturas.

Entre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República: Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Os outros oito devem disputar o Senado, que neste ano renovará 54 das 81 cadeiras. Os governadores que renunciaram incluem: Gladson Cameli (PP – Acre), Ibaneis Rocha (MDB – Distrito Federal), Renato Casagrande (PSB – Espírito Santo), Ronaldo Caiado (PSD – Goiás), Mauro Mendes (União – Mato Grosso), Romeu Zema (Novo – Minas Gerais), Helder Barbalho (MDB – Pará), João Azevêdo (PSB – Paraíba), Cláudio Castro (PL – Rio de Janeiro) e Antonio Denarium (PP – Roraima).

Os prefeitos que renunciaram devem concorrer aos governos estaduais. Quando um governador deixa o cargo, o vice assume e pode ser candidato a um novo mandato, o que deve ocorrer na maioria dos estados. No Rio de Janeiro, a situação é diferente: como Cláudio Castro estava sem vice, haverá uma nova eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se será uma eleição direta ou indireta.

A saída do cargo não confirma a candidatura, mas é uma condição exigida. A oficialização ocorrerá em agosto, após as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Governadores que podem tentar a reeleição não precisam deixar o cargo enquanto são candidatos, assim como o presidente Lula.

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Os governadores que não disputarão a eleição incluem: Paulo Dantas (MDB – Alagoas), Wilson Lima (União – Amazonas), Carlos Brandão (sem partido – Maranhão), Ratinho Junior (PSD – Paraná), Fátima Bezerra (PT – Rio Grande do Norte), Eduardo Leite (PSD – Rio Grande do Sul), Marcos Rocha (PSD – Rondônia) e Wanderlei Barbosa (Republicanos – Tocantins).

Na lista de prefeitos, Eduardo Paes (PSD) do Rio de Janeiro tentará pela segunda vez se eleger governador. Outros prefeitos que renunciaram incluem: Lorenzo Pazzolini (Republicanos – Vitória), João Campos (PSB – Recife), Eduardo Braide (PSD – São Luís), Cícero Lucena (MDB – João Pessoa), David Almeida (Avante – Manaus), Dr. Furlan (PSD – Macapá), Tião Bocalom (PSDB – Rio Branco), Arthur Henrique (PL – Boa Vista) e João Henrique Caldas (PSDB – Maceió).

Antonio Denarium (PP-RR) renunciou ao cargo no fim de março para concorrer ao Senado. O governo passa a ser exercido por Edilson Damião (União). Cláudio Castro (PL-RJ) renunciou em 23 de março, um dia antes de ser condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico. Gladson Cameli (PP-AC) comunicou sua renúncia ao cargo no dia 24 de março, que começou a valer a partir do dia 2 de abril. Helder Barbalho (MDB-PA) deixou o cargo na última quinta-feira (2) para disputar o Senado. Ibaneis Rocha (MDB-DF) anunciou sua saída do cargo no dia 28 de março, oficializada no dia 30. João Azevêdo (PSB-PB) renunciou ao cargo na última quinta-feira (2) para concorrer ao Senado. Mauro Mendes (União-MT) renunciou ao governo de Mato Grosso na última terça-feira (31) para tentar uma vaga no Senado. Renato Casagrande (PSB-ES) deixou o governo do Espírito Santo para disputar o Senado. Romeu Zema (Novo-MG) renunciou ao governo de Minas Gerais para sua pré-campanha à Presidência. Ronaldo Caiado (PSD-GO) renunciou ao mandato na última semana para ser candidato presidencial.

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