O dólar começou a semana com o menor valor em dois anos, abaixo de R$ 5, criando uma oportunidade para brasileiros que planejam viajar ao exterior.
A valorização do real torna gastos com hospedagem, alimentação e compras internacionais mais acessíveis, especialmente em destinos tradicionalmente mais caros.
No entanto, o cenário não é totalmente favorável. As tensões geopolíticas entre Irã e Estados Unidos, que afetam o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, pressionam o preço das passagens aéreas.
O aumento no custo do combustível tem sido repassado pelas companhias aéreas, limitando uma queda mais consistente nas tarifas.
Segundo levantamento da Skyscanner, destinos na América do Sul continuam sendo as opções mais econômicas em 2026. Santiago lidera o ranking, com voos de ida e volta a partir de R$ 1.600, seguido por Buenos Aires, com cerca de R$ 1.778.
Entre destinos mais distantes, Punta Cana aparece com passagens na faixa de R$ 2.200, enquanto Nova York e Madri têm custos médios de R$ 3.043 e R$ 3.169, respectivamente.
Para quem deseja aproveitar essa fase, algumas estratégias podem ajudar a economizar no câmbio e evitar custos desnecessários. A principal delas é a compra gradual da moeda estrangeira ao longo de semanas ou meses, permitindo diluir oscilações e garantir uma cotação média mais favorável.
Além disso, é importante comparar taxas entre diferentes instituições financeiras. Plataformas como a Melhor Câmbio e a Nomad ajudam a identificar as melhores opções disponíveis no mercado.
É recomendável também evitar casas de câmbio em aeroportos, que costumam praticar taxas mais elevadas. Mesmo com o dólar em patamar mais baixo, o cenário externo ainda exige atenção.
Movimentos bruscos podem ocorrer diante de novos desdobramentos geopolíticos ou mudanças na política monetária americana. Portanto, a recomendação é aproveitar o momento com planejamento, garantindo economia sem abrir mão da segurança financeira.



