O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou que a economia do país poderá entrar em colapso nas próximas três semanas, caso um cessar-fogo definitivo não seja implementado. A declaração foi feita em uma conversa vazada entre ele e um alto oficial militar.
As manifestações contra o regime dos aiatolás começaram dois meses antes do início da guerra, motivadas pela grave crise econômica que afetava a população. O governo reagiu com brutalidade, resultando na morte de mais de 40 mil pessoas em três dias. Desde então, muitos manifestantes estão presos e enfrentam tribunais de exceção.
A guerra, que durou 40 dias, resultou na destruição de grande parte do país e na eliminação da cúpula do poder, incluindo o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. O regime islâmico se dividiu entre o presidente Pezeshkian e os militares da Guarda Revolucionária, que aguardam uma oportunidade para tomar o controle.
O Irã enfrenta uma grave crise econômica, exacerbada por sanções impostas pelos Estados Unidos. Durante o governo de Donald Trump, sanções severas foram aplicadas, resultando em um prejuízo de US$ 200 bilhões em um ano. A economia do país já estava em crise antes da guerra, com inflação de 40% ao mês.
Após a eleição de Joe Biden, as sanções foram suspensas e o Irã recebeu U$144 bilhões, mas os recursos foram desviados para financiar grupos terroristas e o programa nuclear, em vez de reestabelecer a economia. A inflação disparou e a moeda local, o Rial, continua a desvalorizar.
Recentemente, o Bazar de Teerã, um importante termômetro econômico, fechou suas portas, levando a protestos que quase derrubaram o governo. O regime respondeu com força, resultando em um aumento da repressão.
Com a economia em colapso iminente, Pezeshkian teme que a situação leve a novas manifestações populares, que poderiam resultar na queda definitiva do regime dos aiatolás, que já dura 47 anos.


