O empresário do ramo de artes marciais, André Nunes Tavares, foi preso preventivamente em Vianópolis, Goiás, após descumprir medida protetiva e perseguir a ex-companheira. A prisão ocorreu na segunda-feira, 6 de abril de 2026, durante uma operação da Polícia Civil que incluiu mandado de busca domiciliar.
As investigações revelaram que Tavares adotou um comportamento reiterado de intimidação contra a vítima após o término do relacionamento. Entre as condutas registradas estão ameaças e a possibilidade de divulgação de conteúdos íntimos, o que levou a Justiça a determinar medidas protetivas de urgência, incluindo a proibição de aproximação.
Apesar das restrições impostas, o empresário violou a ordem judicial ao enviar um vídeo de conteúdo pornográfico a um familiar da ex-companheira. Esse ato agravou a situação e motivou o pedido de prisão preventiva.
A Polícia Civil também identificou que Tavares possui um histórico de comportamentos semelhantes, com registros anteriores e condenações já transitadas em julgado por crimes da mesma natureza. Para a autoridade policial, o padrão de conduta do empresário indica risco à ordem pública e à integridade de possíveis vítimas.
Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva e a realização de buscas no imóvel do investigado. O pedido foi acatado pelo Poder Judiciário, com parecer favorável do Ministério Público, e cumprido sem intercorrências.
A Polícia Civil autorizou a divulgação da identidade e da imagem de Tavares, com base na legislação vigente, visando facilitar a identificação de outras possíveis vítimas e testemunhas, além de ampliar a coleta de informações sobre eventuais novos crimes.
Segundo a polícia, outras pessoas já procuraram a delegacia relatando situações semelhantes envolvendo o investigado, o que reforça a suspeita de que as condutas possam ter atingido mais vítimas além da ex-companheira. O homem permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações seguem em andamento.


