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Leitura: Endreo Ferreira, suspeito de feminicídio, tinha histórico de violência
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Segurança

Endreo Ferreira, suspeito de feminicídio, tinha histórico de violência

Amanda Rocha
Última atualização: 24 de abril de 2026 08:15
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, suspeito de feminicídio de Ana Luiza Mateus, cometeu suicídio após ser preso na quarta-feira, 22 de abril de 2026. Ele já tinha passagem pela polícia por violência contra a mulher.

Em 2025, Endreo foi preso em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, acusado de estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal. A vítima, uma mulher de 31 anos, relatou que ele a agrediu de forma extrema, utilizando socos e um cinto para enforcá-la até que ela revelasse relacionamentos após o término. A mulher sofreu traumatismo e perdeu parcialmente a visão de um dos olhos, além de ter sido ameaçada de morte por Endreo.

Após permitir que a vítima fosse a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Endreo fugiu e nunca mais teve contato com ela. Ele foi preso pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) horas após Ana Luiza cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Endreo se enforcou com uma bermuda na cela da DHC, afirmando repetidamente que era “culpado”. O local passou por perícia.

Poucos dias antes de sua morte, Ana Luiza comentou com uma amiga que se sentia numa “gaiola de ouro”. Seu corpo foi encontrado por volta das 5h30 de quarta-feira. Um porteiro do condomínio relatou ter visto o casal discutindo por volta das 22h de terça-feira, 21 de abril. Endreo chegou a deixar o condomínio residencial Alfapark.

Funcionários do local orientaram Ana Luiza a deixar o apartamento antes do retorno do namorado, mas ela decidiu permanecer, pois tinha uma viagem de volta para a Bahia marcada para o dia seguinte. Endreo retornou ao prédio, subiu até o apartamento e teve mais uma discussão com ela. Nesse momento, Ana Luiza caiu do 13º andar do edifício.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, Endreo desceu pelos fundos do prédio logo após a queda. Ao chegar à área comum do condomínio, onde a psicóloga havia caído, ele mexeu na posição do corpo e alterou outros aspectos da cena do crime. A polícia acredita que a queda foi provocada por um movimento de impulso, não acidental, devido ao histórico de comportamento abusivo de Endreo.

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