Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, suspeito de feminicídio de Ana Luiza Mateus, cometeu suicídio na quarta-feira, 22 de abril de 2026, após ser preso. Ele tinha um histórico criminal extenso, com mais de 20 anotações, incluindo atropelamento de um policial civil em 2011 e violência doméstica em 2025.
Ana Luiza, que mantinha um relacionamento com Endreo há três meses, foi encontrada morta às 5h30, após cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O relacionamento era marcado por brigas constantes, frequentemente motivadas por ciúmes.
No caso de atropelamento, Endreo foi abordado ao sair de uma festa e fugiu em alta velocidade, resultando em um confronto com a polícia, onde foi baleado. Ele foi condenado a três anos de prisão em 2014. Em 2019, Endreo foi baleado pelo pai, que alegou que o filho tinha problemas psiquiátricos e que exigia R$ 200 mil e R$ 10 mil mensais para estudar medicina no Paraguai.
Em 2025, Endreo foi preso em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, acusado de estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal. A vítima, uma mulher de 31 anos, relatou que ele usou violência extrema, incluindo socos e um cinto para enforcá-la.
Após a morte de Ana Luiza, Endreo foi preso e se enforcou com uma bermuda na cela da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), afirmando repetidamente que era “culpado”. O local passou por perícia. Ana Luiza, natural de Teixeira de Freitas, na Bahia, sonhava em ser modelo e era psicóloga e maquiadora profissional.
Poucos dias antes de sua morte, Ana Luiza disse a uma amiga que se sentia numa “gaiola de ouro”. Seu corpo foi encontrado após uma discussão com Endreo, que deixou o condomínio e retornou mais tarde. Funcionários haviam orientado Ana Luiza a deixar o local antes da volta do namorado, mas ela decidiu permanecer, pois tinha uma viagem de volta para a Bahia marcada para o dia seguinte.
Após a queda, Endreo desceu pelos fundos do prédio e alterou a posição do corpo de Ana Luiza, além de modificar outros aspectos da cena do crime. A polícia acredita que a queda foi provocada por um impulso, não acidental, devido ao comportamento abusivo de Endreo.


