A Enel São Paulo protocolou um pedido de reconsideração à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na quinta-feira, 23 de abril de 2026, em resposta ao despacho que determinou o processo de caducidade da concessão da distribuidora.
A empresa solicita efeito suspensivo para que os efeitos do despacho sejam paralisados até que a diretoria da agência analise o recurso. A principal alegação da Enel é que houve um erro metodológico no cálculo realizado pela Aneel para avaliar o restabelecimento do serviço durante os eventos climáticos de dezembro de 2025.
De acordo com a Enel, a Aneel considerou que cerca de 67% das unidades consumidoras afetadas foram religadas em até 24 horas. No entanto, a Enel argumenta que esse percentual foi calculado a partir do pico simultâneo de clientes sem energia, uma “fotografia” do pior momento da interrupção.
A companhia defende que a metodologia correta seria acompanhar a curva de recomposição do total de consumidores afetados ao longo do evento, levando em conta o momento em que cada cliente ficou sem energia e quando teve o serviço restabelecido. Segundo a Enel, por esse critério, 80,2% das unidades consumidoras foram religadas em até 24 horas, o que corresponde a cerca de 3,4 milhões de clientes.
Esse índice superaria o patamar de 80% mencionado no processo como referência mínima. Na carta, a Enel também sustenta que o evento climático do período analisado foi mais severo do que os episódios usados como comparação pela Aneel.

