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Leitura: Equipe do Fantástico registra os efeitos da guerra no Irã
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Internacional

Equipe do Fantástico registra os efeitos da guerra no Irã

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de abril de 2026 21:52
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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A equipe do Fantástico, liderada por Caco Barcellos e Thiago Jock, conseguiu autorização para entrar no Irã em meio à guerra e registrou os efeitos dos bombardeios no país. Apenas três equipes estrangeiras foram autorizadas a circular pelo território iraniano: a TV Globo, uma russa e uma britânica.

A entrada no Irã foi desafiadora, com a equipe cruzando cerca de 300 quilômetros pela Turquia até a fronteira. No posto de controle, as gravações foram interrompidas por autoridades turcas, que realizaram uma checagem de documentos e vistos de imprensa por duas horas antes de liberar a entrada. Já dentro do Irã, a equipe recebeu orientações para não sair do carro e não filmar durante o trajeto até Teerã, devido ao monitoramento das estradas.

Na capital, a equipe acompanhou o funeral de um general da Marinha iraniana, morto em um ataque no Estreito de Ormuz. O corpo foi transportado por mais de 800 quilômetros até Teerã, e a cerimônia atraiu uma multidão. Um jovem entrevistado criticou os Estados Unidos: “Esse governo americano é o pior de todos os tempos. Nosso povo está apoiando o nosso governo e os nossos militares”, afirmou.

Durante os discursos, as autoridades também direcionaram críticas a Israel e aos EUA. A presença de forças de segurança era constante, com agentes pedindo para não serem filmados e conferindo o material gravado pela equipe. A diversidade de gerações estava presente, com jovens universitárias e mulheres que seguem tradições religiosas mais rígidas.

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A equipe visitou áreas atingidas por bombardeios, incluindo prédios e uma ponte em construção. Um ataque recente resultou na morte de 25 pessoas, com moradores relatando que os ataques são repentinos e invisíveis. “Os 25 mortos são aqueles que conseguimos encontrar. Ainda há desaparecidos”, disse um morador.

Em outro ataque, oito trabalhadores morreram e 95 ficaram feridos. Médicos e profissionais de saúde organizaram protestos após ataques a hospitais e ambulâncias, com relatos de que mais de 300 unidades de saúde foram atingidas. Farzaneh Fazaeli, uma das líderes da manifestação, afirmou: “A proteção da vida humana e das instalações médicas e farmacêuticas é um direito universal que não pode ser violado em nenhuma circunstância”.

A equipe também observou a presença constante de imagens dos aiatolás em espaços públicos, refletindo o controle social rígido do regime iraniano. O acesso e a circulação foram limitados por barreiras de segurança e checkpoints da Guarda Revolucionária. Tentativas de contato com opositores não tiveram sucesso, e protestos contra a crise econômica foram reprimidos no início do ano.

Apesar da guerra, a população tenta manter a rotina, com famílias fazendo piqueniques em parques de Teerã. Uma adolescente destacou a importância desses encontros: “É muito importante porque ficamos juntos e podemos fazer coisas simples, como praticar esportes.” No entanto, as ruas são frequentemente ocupadas por manifestações contra inimigos externos, e a população convive com o medo de novos ataques.

Na última noite da equipe em Teerã, o prazo dado pelos Estados Unidos para uma intensificação dos ataques terminou sem novos bombardeios, e horas depois, foi anunciado um cessar-fogo e o início de negociações.

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