O ex-representante Eric Swalwell, do Partido Democrata da Califórnia, anunciou sua renúncia após alegações de má conduta sexual e pressão de senadores. A decisão veio após o abandono de sua candidatura ao governo da Califórnia no domingo.
Senadores como Tammy Baldwin, de Wisconsin, e Maria Cantwell, de Washington, afirmaram que Swalwell deveria deixar seu cargo na Câmara dos Representantes. ‘Eu faço isso’, disse Baldwin, enquanto Cantwell respondeu ‘sim’ quando questionada sobre a renúncia.
Swalwell, que enfrentava alegações de abuso, assédio e até estupro, anunciou sua saída do cargo, mas se defendeu das acusações. ‘Sinto muito à minha família, equipe e constituintes pelos erros de julgamento que cometi no passado. Vou lutar contra as sérias e falsas alegações feitas contra mim’, declarou em um comunicado.
A senadora Jeane Shaheen, de New Hampshire, sugeriu que a pressão para renunciar pode ter vindo de seus constituintes. ‘Acho que ele deve ter ouvido de seus constituintes e respondeu a isso’, disse Shaheen.
Relatos de CNN e do San Francisco Chronicle revelaram alegações de várias mulheres sobre como Swalwell teria perseguido mulheres embriagadas e pressionado funcionárias para situações íntimas. Essas revelações levaram a um clamor por sua renúncia entre legisladores de ambas as câmaras.
Antes de sua renúncia, Swalwell enfrentava uma possível resolução de expulsão, que poderia ter resultado na perda de seu assento. Apesar de decidir se afastar, ele condenou a tentativa de expulsão. ‘Estou ciente dos esforços para trazer uma votação de expulsão imediata contra mim e outros membros. Expulsar alguém no Congresso sem devido processo, dias após uma alegação, é errado’, afirmou Swalwell.
De acordo com a lei estadual da Califórnia, o governador Gavin Newsom deve anunciar uma eleição especial para preencher a vaga de Swalwell dentro de 14 dias. Após o anúncio, a eleição deve ser realizada em até 140 dias.

