O Espírito Santo possui 30 peças de arte desaparecidas ou furtadas, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A lista inclui uma tíbia do padre José de Anchieta, além de estátuas de santos e coroas.
As obras estão registradas no Banco de Bens Culturais Procurados, que contabiliza 1.748 itens em todo o Brasil. Os dados são atualizados sempre que uma obra é encontrada. Elisa Taveira, do Iphan, afirmou:
“”A plataforma é uma forma de divulgar que os bens estão desaparecidos. Todos nós somos responsáveis por, se verificar algo suspeito, avisar às instituições responsáveis.””
Seis das 30 peças deveriam estar na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Vila Velha. Em 1997, um grupo furtou algumas estátuas da igreja durante a noite. Roberto Abreu, diretor do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha, comentou:
“”Até hoje, não conseguiram recuperar. Numa pernada só, vieram aqui, furtaram à noite e saíram pela porta da frente. Causou uma comoção.””
Quase 30 anos depois, as obras ainda não foram encontradas. Outras cidades, como Serra, Anchieta, Viana e Vitória, também registram furtos de obras de arte. A aposentada Rosângela Zamborlini Simões expressou esperança:
“”A gente ainda não perdeu a esperança de recuperar nossas peças.””
O Banco de Bens Culturais Procurados detalha as peças desaparecidas, mas nem todas têm fotos ou descrições extensas. Para consultar os itens, é possível acessar o site do Iphan.
Entre os itens procurados estão: um crucifixo com estofamento de ouro, um punhal, coroas, custódias, castiçais, cálices, esculturas de santos e o relicário com o fragmento da tíbia do Beato José de Anchieta.
Para denunciar, o Iphan recomenda procurar a prefeitura do município onde a obra foi roubada ou está desaparecida. A Polícia Federal é o órgão responsável pela busca das obras.

