A influenciadora digital Débora Paixão, em prisão domiciliar, pediu a liberdade do marido, Chrys Dias, preso em São Paulo por lavagem de dinheiro. O pedido foi feito através de publicações em seu Instagram no domingo (19).
Débora e Chrys foram detidos na última quarta-feira (15) durante a Operação Narco Fluxo, que investiga lavagem de dinheiro relacionada ao tráfico de drogas e apostas ilegais. A operação resultou na prisão de mais de 30 pessoas, incluindo os funkeiros MC Ryan e MC Poze do Rodo, e movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão.
Após a operação, a Justiça concedeu a Débora o direito de cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, enquanto Chrys permanece preso. O casal tem quatro filhos pequenos. Débora tem compartilhado fotos e mensagens pedindo a soltura do marido, frequentemente ao lado das crianças, em frente à escada da mansão onde residem em um condomínio de luxo em Itupeva.
Em suas postagens, Débora expressou sua dor e preocupação com a ausência do marido, afirmando:
““Tira meu marido de lá senhor, ele não merece.””
Ela também pediu orações e compartilhou uma passagem bíblica:
““Salmos 34:19. Os bons passam por muitas aflições mas o senhor os livra de todas elas.””
Chrys Dias e MC Ryan estão presos há quatro dias na carceragem da Polícia Federal na Lapa, Zona Oeste de São Paulo. As prisões são temporárias e foram decretadas pela Justiça. A Polícia Federal identificou MC Ryan como uma figura central no esquema investigado.
A operação cumpriu mandados de prisão e busca em vários estados, visando influenciadores, artistas e empresários do setor musical. O grupo utilizava a visibilidade nas redes sociais para dar aparência de legalidade a recursos ilícitos. Além das prisões, a investigação impactou as redes sociais, levando à derrubada de perfis de alguns envolvidos. A conta de Chrys Dias no Instagram permanece inativa, enquanto a de MC Ryan foi reativada.
A Meta, responsável pelo Instagram, não comentou sobre os casos. As defesas dos investigados alegam que não tiveram acesso integral aos autos e negam irregularidades.


