Estados Unidos e Irã buscam piloto americano após abate de caça

Amanda Rocha
Tempo: 5 min.

Forças do Irã e dos Estados Unidos continuam a busca por um tripulante do primeiro caça americano derrubado em território iraniano desde o início da guerra. Teerã afirmou que derrubou um F-15, enquanto veículos americanos reportaram que forças especiais dos Estados Unidos resgataram um dos tripulantes.

Além disso, as Forças Armadas do Irã informaram ter abatido um avião americano A-10 no Golfo, com relatos de que o piloto também foi resgatado. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) não comentou sobre a perda do F-15, mas a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump estava ciente do ocorrido.

Trump declarou ao canal NBC que a perda do avião não afetaria as negociações com o Irã, afirmando: “É a guerra”. Um porta-voz do comando operacional central das Forças Armadas iranianas informou que “um caça americano hostil foi atingido e destruído no espaço aéreo do centro do Irã”.

Um repórter da TV oficial iraniana anunciou que, se capturarem vivos o piloto ou os pilotos inimigos e os entregarem às forças policiais e militares, receberão uma recompensa valiosa.

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Os Estados Unidos já reportaram a perda de vários aviões durante as operações no Irã. Novos ataques foram registrados hoje em Israel, Irã, Líbano e países do Golfo, com explosões reportadas no norte de Teerã. Israel informou que lançou uma onda de ataques contra a capital iraniana, juntamente com ofensivas paralelas em Beirute.

Horas antes, o Exército israelense reportou uma nova série de mísseis lançados do Irã, o que ativou sua defesa aérea. Donald Trump ressaltou na plataforma Truth Social que suas Forças Armadas “sequer começaram a destruir o que resta no Irã”. Ele também ameaçou destruir pontes, após os Estados Unidos atacarem a maior ponte do Irã, situada em Karaj, que ficou com apenas os dois pilares principais.

As explosões provocadas pelo ataque danificaram severamente a estrutura. Segundo fontes citadas pela agência de notícias oficial Irna, o ataque resultou na morte de 13 civis e feriu outras dezenas. Em Abu Dhabi, a Emirates Global Aluminium informou que pode levar até um ano para retomar sua produção total, após danos em suas instalações por ataques iranianos.

Além das pontes, Trump mencionou que tem como alvo as centrais elétricas, o que deixaria os moradores de Teerã sem opções energéticas. Um morador de 30 anos comentou: “Não temos alternativa. Tenho uma bateria externa, e isso é tudo.” O porta-voz militar Ebrahim Zolfaghari alertou que o Irã aumentaria seus ataques a instalações de energia na região, em resposta às ameaças de Trump.

No Kuwait, um drone causou um incêndio em uma refinaria da empresa de petróleo nacional, e outro ataque danificou um complexo de energia e dessalinização, conforme a imprensa estatal. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que 70% da capacidade de produção de aço do Irã foi afetada pelos bombardeios.

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No início da semana, as duas maiores siderúrgicas iranianas anunciaram a interrupção de suas operações devido aos ataques aéreos. No Líbano, pelo menos 1.345 pessoas já morreram, segundo o Ministério da Saúde do país.

Os ataques contra instalações industriais se somam ao fechamento do Estreito de Ormuz, que antes da guerra transitava 20% do petróleo mundial. O bloqueio provocou uma disparada nos preços do petróleo e do gás natural. Apenas alguns navios continuam circulando pela via, a maioria de países que mantêm boas relações com o Irã.

Segundo uma análise da AFP, 60% dos navios de carga que passam por esta rota zarpam ou se dirigem ao Irã. A Casa Branca enviou um projeto de orçamento ao Congresso pedindo 1,5 trilhão de dólares (7,7 trilhões de reais) para gastos com defesa, um aumento de 42% no orçamento global do Pentágono para 2027.

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