O general aposentado do Exército dos EUA, David Petraeus, alertou sobre os riscos de uma operação terrestre dos EUA para apreender o estoque de urânio enriquecido do Irã. Em declarações feitas na segunda-feira, ele afirmou que essa ação seria “extremamente arriscada” e que as baixas poderiam ser significativas.
Petraeus, que foi comandante do CENTCOM e liderou tropas durante a invasão do Iraque em 2003, destacou que a simples eliminação de líderes iranianos não resolverá os problemas em curso. “Assassinar alguns líderes a mais não vai encerrar essa questão”, disse ele.
As declarações do ex-comandante ocorrem em um momento em que um cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã está prestes a expirar. O presidente Donald Trump afirmou que uma extensão do cessar-fogo é “muito improvável”.
Petraeus também mencionou que a localização dos canisters de urânio enriquecido a 60% é incerta, o que tornaria a operação ainda mais desafiadora. “Eles terão que escavar substancialmente”, afirmou.
Embora o regime iraniano tenha sentido os efeitos da campanha militar dos EUA, Petraeus acredita que o Irã não está em desespero. “Eles não estão no ponto de desespero”, argumentou. O ex-diretor da CIA destacou que tanto os EUA quanto o Irã desejam o fim da guerra, citando desafios econômicos enfrentados por ambas as nações.
O vice-presidente JD Vance e altos funcionários da Casa Branca estão programados para partir para o Paquistão na terça-feira para novas rodadas de negociações de paz. No entanto, relatos da mídia estatal iraniana levantam dúvidas sobre essas reuniões.
Petraeus afirmou que os principais pontos de discussão nas negociações serão o enriquecimento de urânio pelo Irã e a restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. “Veremos se há espaço para negociação”, concluiu.


