O ex-vereador do Ceará, Juliano Magalhães Coelho, conhecido como ‘Juliano Importados’, e seu pai, Sebastião Fernandes Coelho, de 68 anos, permanecerão presos após audiência de custódia realizada na manhã desta terça-feira (21), em Sobral, no norte do Ceará.
Ambos foram detidos na tarde de segunda-feira (20), suspeitos de latrocínio contra um idoso de 77 anos, ocorrido no início de abril deste ano, no estado do Piauí. A defesa informou que a dupla retornará a Tianguá, onde foram capturados, aguardando decisão do Piauí sobre o local de detenção.
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) autorizou a transferência dos presos para o Piauí, mas a responsabilidade pelo recambiamento será do Poder Executivo do Piauí. Outros três indivíduos também foram apresentados em audiência de custódia, suspeitos de envolvimento no crime, mas suas identidades não foram divulgadas.
Juliano, de 43 anos, exerceu o cargo de vereador entre 2021 e 2024 e tentou a reeleição, mas ficou como suplente. Ele é empresário no ramo de veículos de carga e possui uma loja de tecnologia em Tianguá. A prisão de Juliano ocorreu em uma chácara no sítio Riachinho, em área de difícil acesso.
O crime envolveu a vítima, Antônio Pereira de Carvalho, conhecido como ‘Totonho’, que estava interessado em um veículo do empresário. Dias antes do crime, Juliano gravou um vídeo com a vítima, mostrando a venda do caminhão. No vídeo, ele desejou felicidade ao cliente e fez referências ao veículo.
“‘O homem saiu de lá foi cedo e amanheceu o dia aqui e vai levando sua F4-1000, 2009, tudo concluído com sucesso. […] Que você seja muito feliz, que Deus lhe abençoe e seja fruto de muitas coisas boas que esse carro traga para você’, disse Juliano no vídeo.”
O inquérito sobre o latrocínio foi finalizado e enviado ao Judiciário em 25 de junho de 2025. A vítima foi abordada em sua casa por dois homens que se apresentaram para negociar madeira. Após serem levados a um galpão, os suspeitos anunciaram o assalto, amarraram e amordaçaram Antônio, subtraindo um cofre com cerca de R$ 500 mil.
O laudo pericial indicou que Antônio sofreu um infarto devido ao estresse físico e emocional durante a ação, caracterizando o crime como latrocínio. Além do cofre, os criminosos fugiram com o caminhão que Antônio havia adquirido de Juliano, que foi encontrado incendiado no dia seguinte.
A investigação revelou que o crime foi premeditado, com divisão de tarefas entre os suspeitos. Juliano e Sebastião teriam realizado o levantamento de informações sobre a vítima, enquanto os outros três participaram diretamente do assalto.


