A Favela do Moinho, localizada na região central de São Paulo, completou um ano de projeto de desocupação, alcançando 96% de desocupação. Mais de 800 famílias agora vivem em novos espaços que oferecem segurança e dignidade.
O projeto, liderado pelo Governo de São Paulo, ainda precisa desocupar menos de 40 imóveis para finalizar essa etapa. O reassentamento foi essencial para resgatar a dignidade de moradores que viviam em condições insalubres, expostos a riscos como ratos e escorpiões.
O governador Tarcísio de Freitas afirmou:
““Um ano atrás, nós entramos no Moinho com um propósito claro: tirar as famílias do risco permanente de acidentes, de imóveis muito precários, de uma área insalubre e sob ameaça do crime.””
Ele destacou que, com gestão e diálogo, estão próximos de finalizar a desocupação.
Até o momento, foram realizadas 918 mudanças e 72 indenizações foram pagas pela prefeitura a comerciantes afetados pelo processo. Destas, 22 moravam no local e também receberam atendimento habitacional.
Atualmente, 36 famílias ainda permanecem na área, aguardando atendimento pela Caixa Econômica Federal. Com o reassentamento em fase final, a área antes ocupada pela favela será transformada em um parque urbano e uma nova estação de trem.
A ex-moradora Eunice Barbosa dos Santos, de 81 anos, que viveu 22 anos na favela, expressou sua alegria:
““Não vou sentir saudade [do Moinho]. O que eu sinto é alegria de sair para a minha nova casa.””
O processo de reassentamento foi baseado em escuta ativa e mapeamento detalhado dos moradores, garantindo a escolha aos beneficiados. O cadastramento das famílias foi concluído entre outubro e novembro de 2024, e um escritório de atendimento foi inaugurado em janeiro de 2025.
As mudanças começaram em 22 de abril de 2025, com mais de 100 famílias reassentadas em menos de um mês. A CDHU disponibilizou cerca de 1,5 mil unidades antes do início das mudanças, com mais de mil delas na região central.
Os imóveis são gratuitos para famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil. Para aquelas que optaram por unidades em construção, foram concedidos caução inicial de R$ 2,4 mil e auxílio-moradia mensal de R$ 1,2 mil até a entrega das chaves.
A superintendente social de Ação em Recuperação Urbana da CDHU, Viviane Frost, comentou sobre a boa adesão dos moradores:
““Houve uma boa adesão dos moradores, o que também nos surpreendeu positivamente.””
Os imóveis desocupados estão passando por etapas de segurança, com 738 já demolidos, garantindo a integridade da área e evitando reocupações.


