A servidora pública e empresária Deise Carmen de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, foi encontrada morta no dia 1º de janeiro, no Rio Santa Tereza, em Peixe, no sul do Tocantins. As filhas de Deise, Déborah de Oliveira Ribeiro, de 26 anos, e Roberta de Oliveira Ribeiro, de 32 anos, são suspeitas de feminicídio, motivadas por conflitos familiares e interesses financeiros.
O corpo de Deise foi localizado após um planejamento que, segundo a polícia, envolveu as filhas e o marido da vítima, José Roberto Ribeiro, de 54 anos. Os três foram indiciados na última segunda-feira (6). A investigação aponta que as filhas teriam sido responsáveis pela morte e ocultação do corpo, enquanto o pai teria atuado na eliminação de provas.
Uma sobrinha de Deise, que preferiu não se identificar, afirmou que a vítima era apegada à família e vivia em oração pelas filhas. Ela relatou que Deise amava as filhas e frequentemente fazia campanhas em prol da família. “Ela era totalmente apaixonada e emocionalmente dependente do marido”, disse a sobrinha.
“”As filhas nunca foram muito próximas da família, e minha tia relatava episódios em que elas eram bastante agressivas com ela, tanto em palavras quanto em atitudes”, afirmou.”
A defesa de Déborah, Roberta e José Roberto declarou que o relatório policial possui “lacunas fundamentais” e que a narrativa carece de lastro probatório técnico. A defesa anunciou que tomará medidas legais para assegurar o contraditório.
Deise era dona de uma fábrica de rodos, principal fonte de renda da família. Segundo o delegado João Paulo, as filhas dependiam financeiramente da mãe e a viam como um empecilho. “Elas queriam ter um padrão de vida e a vítima era um empecilho para isso”, explicou o delegado.
A polícia investiga que o crime foi planejado. As filhas compraram um celular no nome da mãe e, após o crime, usaram o aparelho para enviar mensagens aos parentes, simulando que Deise havia saído de casa. O marido foi indiciado por tentar atrapalhar as investigações.
No dia 26 de dezembro de 2025, Deise foi levada para uma área rural, onde foi morta com vários golpes de faca. O corpo foi jogado no rio. O caso está sendo analisado pelo Ministério Público Estadual (MPTO), que decidirá sobre a denúncia criminal.


