A filiação da primeira-dama de Mineiros, Ana Paula, ao Mobiliza gerou insatisfação entre os filiados durante o fechamento da chapa proporcional para as eleições de outubro de 2026.
Relatos indicam que parte dos integrantes do partido expressou desconforto com a inclusão de Ana Paula na disputa, embora a maioria tenha concordado com sua filiação. Um encontro está previsto para os próximos dias, onde o impasse poderá ser discutido.
Nos bastidores do Mobiliza, a entrada da primeira-dama é vista como um ponto de tensão entre os candidatos a deputado estadual. O descontentamento está concentrado em alguns nomes da nominata, mas não representa uma posição dominante dentro da legenda.
Uma liderança do partido afirmou que a maioria apoia a chegada de Ana Paula e que a questão será abordada em reunião interna na próxima semana. A expectativa é que o problema seja administrável e que haja acomodação política após o registro das candidaturas.
O foco da insatisfação não é pessoal, mas sim relacionado a cálculos eleitorais. Alguns filiados temem que a entrada de Ana Paula possa afetar o equilíbrio competitivo da chapa, seja por um desempenho abaixo do esperado ou por uma votação expressiva que limite as chances dos demais candidatos.
“Ana Paula veio para disputar igual, de igual para igual com todos que compõem a chapa”, disse uma fonte ligada ao partido. A primeira-dama será a única representante de Mineiros na Assembleia Legislativa de Goiás, e a percepção é que a chapa é competitiva para eleger mais de uma cadeira.
A montagem da chapa foi considerada difícil, o que explica a sensibilidade em torno de novas mudanças. A expectativa é de que a chapa eleja ao menos um ou dois candidatos, podendo chegar a quatro cadeiras em um cenário otimista, aumentando a disputa interna por posições e densidade eleitoral.

