O governo da Espanha iniciou um processo para regularizar a situação de 500 mil imigrantes ilegais. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que “é uma questão econômica e moral”.
Segundo ele, a medida visa “reconhecer os direitos daqueles que já contribuem para a prosperidade e coesão do país”. Os imigrantes ilegais já podem solicitar a regularização online.
Em Madri, formou-se uma fila de imigrantes buscando documentos que comprovem sua presença na Espanha desde antes de 1º de janeiro de 2026. Em Barcelona, um grupo de imigrantes de Bangladesh celebrou a nova medida nas ruas.
A regularização é destinada a quem chegou à Espanha antes de 1º de janeiro de 2026, comprovar ao menos cinco meses de residência contínua, demonstrar laços profissionais ou familiares com o país e não ter antecedentes criminais.
Atualmente, cerca de 10 milhões de estrangeiros residem na Espanha, representando um quinto da população. Estima-se que cerca de 800 mil sejam imigrantes ilegais, que atuam em setores fundamentais como agricultura, turismo e serviços.
A ministra da Inclusão Social informou que os imigrantes receberão autorizações de residência e trabalho, além de acesso à Previdência e ao sistema de saúde, mas não à cidadania espanhola neste momento.
As novas regras foram aprovadas por decreto, sem passar pelo Parlamento, e geraram críticas de partidos de oposição, como o PP e o Vox, que alegaram que a medida incentiva a imigração ilegal e pode favorecer o crime organizado. Por outro lado, organizações de direitos humanos elogiaram a decisão, considerando que as medidas vão proteger os imigrantes de um sentimento crescente de hostilidade.
A decisão do governo espanhol contrasta com políticas anti-imigração adotadas recentemente por outros países europeus, como Reino Unido, Alemanha e Portugal, que têm enfrentado pressões da extrema-direita.

