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Política

Governo monitora novas delações no escândalo do INSS

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de abril de 2026 11:57
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O governo federal, sob a liderança do presidente Lula, intensificou o monitoramento das tratativas de delação premiada relacionadas ao escândalo do INSS, especialmente com a proximidade das eleições. As investigações se concentram em acordos que estão sendo discutidos por autoridades envolvidas no caso.

Recentemente, a colaboração do empresário Maurício Camisotti foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira, 6. Advogados do Executivo estão atentos ao andamento das negociações de três potenciais colaboradores, incluindo Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e o ex-procurador da autarquia, Virgílio Oliveira Filho.

A situação de Camisotti pode ter se complicado, pois ele detalha conexões políticas e o funcionamento do esquema que, segundo a Polícia Federal, causou um rombo de R$ 6 bilhões. Camisotti também menciona a empresária Roberta Luchsinger, que tem ligações com o governo e é amiga de Lulinha, filho do presidente Lula.

Desde o ano passado, houve uma corrida entre os investigados para fechar acordos de delação, com Camisotti sendo o primeiro a formalizar sua colaboração. A posição na fila de delatores é crucial, pois quem se adianta tende a negociar melhores benefícios judiciais e a pressionar os demais a apresentarem informações novas.

O governo tem especial preocupação com as possíveis delações que possam envolver Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Roberta Luchsinger é próxima dele e já fez negócios com Careca do INSS. Para que Camilo Antunes se torne delator, ele precisaria apresentar informações não cobertas pelos anexos de Camisotti ou fornecer dados tão relevantes que sua delação se tornasse indispensável.

Advogados de figuras proeminentes do PT conversaram com Lulinha em busca de possíveis fragilidades em sua versão sobre Careca e sobre os valores que poderiam ser encontrados em suas contas bancárias, após a quebra de sigilo determinada pelo ministro André Mendonça. Embora não haja provas concretas contra Lulinha nas investigações, seu nome aparece frequentemente nos materiais apreendidos.

O advogado de defesa de Fabio Luís, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou ao juiz do STF que seu cliente está disposto a retornar ao Brasil da Espanha para esclarecer quaisquer questões que o magistrado considere necessárias.

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