Motoristas do transporte coletivo de Divinópolis iniciaram uma greve nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, após impasse nas negociações com a empresa responsável pelo serviço. A paralisação deixou os moradores sem ônibus, com cerca de 280 trabalhadores, ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintrrodiv), participando do movimento.
A categoria reivindica um reajuste no piso salarial para R$ 4 mil, atualmente em torno de R$ 3 mil, além do aumento no valor do ticket alimentação, de R$ 700 para R$ 1 mil. Os motoristas também pedem a manutenção do plano de saúde, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a incorporação de R$ 450 ao salário, valor que é atualmente pago separadamente pela função de cobrança de passagens.
Outro ponto levantado pelos trabalhadores é a criação de uma campanha de valorização da profissão de motorista. Segundo o sindicato, não houve apresentação de proposta oficial por parte do consórcio das empresas prestadoras do serviço.
Como medida emergencial, a prefeitura de Divinópolis autorizou, por decreto, que vans credenciadas possam reforçar o transporte, especialmente em linhas que atendem hospitais. Um projeto de lei em caráter de urgência também foi encaminhado à Câmara para viabilizar alternativas enquanto novas negociações são retomadas.
A prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida, afirmou que a administração municipal acompanhou as negociações entre a empresa e o sindicato nas últimas semanas, mas não houve avanço suficiente para evitar a paralisação. Ela destacou que a proposta mais recente apresentada pelo consórcio previa salário de R$ 3.180, equiparado ao de Belo Horizonte, manutenção de uma gratificação de 15% (cerca de R$ 450) para motoristas que acumulam a função de cobrança e aumento do ticket alimentação para R$ 800.
A prefeita ressaltou que a proposta deveria ter sido formalizada oficialmente na madrugada desta sexta-feira, o que não ocorreu. Sem a garantia formal, o sindicato decidiu manter a greve. Janete Aparecida também mencionou que o reajuste impactaria diretamente o subsídio pago pelo município, que atualmente é de cerca de R$ 2 milhões mensais à empresa.
O portal entrou em contato com representantes do Sintrrodiv e do consórcio das empresas de transporte coletivo de Divinópolis, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

