Estudantes de pelo menos 15 faculdades e institutos da Universidade de São Paulo (USP) estão em greve desde 14 de abril. A paralisação afeta unidades na capital paulista e no interior do estado.
Entre os participantes da greve estão alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Escola de Comunicações e Artes, da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design e da Escola de Enfermagem da USP. Os estudantes reivindicam melhores condições de permanência, incluindo um aumento no valor das bolsas, além de melhorias na qualidade dos serviços dos restaurantes universitários.
O movimento conta com o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Outra pauta levantada é a igualdade de tratamento entre os trabalhadores da universidade. Servidores criticam a criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas, um bônus de até R$ 4,5 mil, que é previsto apenas para docentes.
A medida foi aprovada pelo Conselho Universitário e não inclui outros funcionários da instituição, que, segundo os manifestantes, acumulam perdas salariais ao longo dos anos. Os participantes defendem isonomia, com igualdade salarial e melhores condições de trabalho para todos os servidores da universidade.
A reitoria da USP, procurada, afirmou que mantém uma política de apoio à permanência estudantil. A instituição também informou que equipes técnicas estão apurando os problemas relatados nos restaurantes e que medidas administrativas estão sendo adotadas.
Estudantes e funcionários da USP, na zona oeste da capital paulista, fazem greve e montam barricadas como forma de protesto.

