O Iraque enfrenta um prazo crítico para formar um novo governo em meio ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã. As eleições parlamentares, realizadas em 11 de novembro, resultaram na perda do primeiro prazo constitucional para a nomeação de um presidente, que deveria ocorrer em 30 dias.
No dia 11 de abril, Nizar Amidi foi eleito presidente e agora tem 15 dias para incumbir o candidato do maior bloco parlamentar de formar um novo governo, incluindo a escolha do primeiro-ministro.
A disputa pela liderança do governo iraquiano se tornou mais complexa devido à influência externa. Segundo o analista político iraquiano Issam al-Faili, o conflito entre EUA e Irã dificulta o consenso entre os parlamentares sobre um candidato.
““O Irã quer que o próximo primeiro-ministro apoie seus interesses, enquanto o governo Trump pressiona por um candidato que confronte as milícias apoiadas pelo Irã e busque desarmá-las”, afirmou al-Faili.”
Os Estados Unidos consideram as milícias como uma ameaça aos seus interesses na região. Al-Faili também destacou que é improvável que um primeiro-ministro seja eleito sem a aceitação tácita do Irã.
Além disso, o presidente americano Donald Trump já minou potenciais candidatos e alertou que os EUA cortariam o apoio ao Iraque se um ex-primeiro-ministro retornasse ao poder. O Irã, por sua vez, pode sinalizar suas preferências através de redes políticas no Iraque, incluindo o Movimento Islâmico Dawa e facções armadas dentro das Forças de Mobilização Popular.
Mesmo que um novo primeiro-ministro seja escolhido, ele provavelmente enfrentará pressão dos EUA para desarmar as facções apoiadas pelo Irã.

