Um levantamento do IBGE, divulgado nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, confirma que o Brasil possui atualmente 95 homens para cada 100 mulheres. A diferença se torna mais acentuada conforme a faixa etária.
Em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, entre pessoas com mais de 60 anos, a proporção chega a cerca de 70 a 76 homens para cada 100 mulheres, evidenciando o impacto do envelhecimento populacional.
Os dados seguem a tendência já apontada pelo Censo 2022, que registrou cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens no país. Especialistas explicam que a maior mortalidade masculina ao longo da vida é um dos principais fatores para essa diferença.
Entre as principais causas de mortalidade masculina estão fatores externos, como violência e acidentes, que afetam mais frequentemente a população masculina, especialmente os jovens. Além disso, hábitos de saúde também desempenham um papel importante, uma vez que as mulheres tendem a procurar mais atendimento médico e a manter rotinas de cuidado com maior regularidade.
Do ponto de vista biológico, nascem mais homens do que mulheres, com uma diferença de cerca de 3% a 5%. No entanto, essa vantagem se perde ao longo do tempo, e a população feminina se torna maioria a partir dos 25 anos. Outro fator relevante é a maior expectativa de vida das mulheres, um fenômeno observado globalmente.
Com o envelhecimento da população brasileira, essa diferença tende a se tornar ainda mais evidente nas próximas décadas. A distribuição, no entanto, não é uniforme. Estados como Tocantins, Mato Grosso e Santa Catarina apresentam equilíbrio ou até leve predominância masculina, cenário associado a atividades econômicas que atraem mais homens, como agronegócio e mineração.
Esse fenômeno, segundo demógrafos, aponta mudanças estruturais na sociedade brasileira, combinando transição demográfica, padrões de saúde e diferenças de comportamento entre homens e mulheres.


