O Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira, 15 de abril de 2026, em baixa, aos 197.500 pontos, devolvendo parte dos ganhos recentes após ter se aproximado da marca histórica de 200 mil pontos nas sessões de segunda e terça-feira.
No cenário internacional, os investidores mantiveram atenção aos desdobramentos da crise no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã pode estar perto do fim e pediu que o mundo acompanhe os “próximos dois dias incríveis”. Ao mesmo tempo, forças norte-americanas mantiveram o bloqueio marítimo, obrigando embarcações que deixavam portos iranianos a retornar.
Nesta quarta-feira, o Federal Reserve divulgou o Livro Bege, que reúne percepções econômicas dos distritos regionais do banco central americano. O relatório destacou que a guerra no Oriente Médio aumentou incertezas para empresas e consumidores, além de pressionar custos ligados à energia e logística.
Ministros das Finanças de 11 países, liderados pelo Reino Unido, cobraram dos EUA, de Israel e do Irã a implementação integral do cessar-fogo. Segundo comunicado conjunto, a continuidade do conflito representa risco adicional para a economia global e para os mercados financeiros. O posicionamento ocorreu um dia após o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisar para baixo suas projeções de crescimento mundial em razão da guerra.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, comentou que a ausência de um vetor direcional claro, combinada com ajuste de posições após a alta recente do real, manteve o câmbio com baixa oscilação no pregão de hoje. “O dólar operou próximo da estabilidade na sessão, refletindo um ambiente de indefinição tanto no exterior. No mercado global, a divisa acompanhou o comportamento lateral do DXY, com o mercado em compasso de espera por sinais mais claros sobre as negociações entre EUA e Irã, enquanto o petróleo oscilou, mas se manteve abaixo de US$ 100, reduzindo pressões adicionais”, explicou Bruno.
Entre os grandes bancos, o desempenho foi misto. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas do setor, com recuo de -3,47%, seguido pelo Santander (SANB11), que caiu -1,15%. Na ponta positiva, o Itaú (ITUB4) avançou 1,42%, enquanto o Bradesco (BBDC4) subiu 0,38%.
Entre os papéis mais negociados do dia, destaque negativo para a MBRF (MBRF3), que tombou -10,70%, seguida por Rede D’Or (RDOR3), com baixa de -5,66%, e Petrobras (PETR4), que recuou -2,13%. O Bradesco (BBDC4) também figurou entre os ativos de maior volume financeiro.
Já entre as maiores altas da sessão estiveram Sondotécnica (SOND5), com valorização de 16,42%, Ourofino (OFSA3), com ganho de 8,27%, Construtora Adolpho Lindenberg (CALI3), que subiu 7,74%, e Oncoclínicas (ONCO3), com avanço de 6,20%.
O dólar emendou a sexta queda seguida frente ao real e fechou o dia em R$ 4,99.

