O Ibovespa fechou o pregão desta quinta-feira (16) com uma queda de 0,58%, terminando aos 196.818 pontos. A sessão foi marcada pela cautela dos investidores, apesar de novos sinais diplomáticos relacionados ao conflito no Oriente Médio.
No cenário internacional, a Casa Branca expressou confiança na possibilidade de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, indicando que novas reuniões presenciais devem ocorrer no Paquistão nos próximos dias. Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e Líbano aceitaram um cessar-fogo de dez dias.
Essas notícias contribuíram para um clima mais positivo em Wall Street, onde os principais índices acionários operaram em alta durante a sessão. No entanto, a bolsa brasileira não acompanhou esse movimento e terminou no vermelho.
Entre os grandes bancos, apenas o Bradesco (BBDC4) conseguiu fechar em alta, com um avanço de 0,24%. Na ponta negativa, o Santander (SANB11) liderou as perdas do setor, recuando 0,73%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que caiu 0,49%, e pelo Itaú (ITUB4), que teve uma queda de 0,13%.
A Petrobras (PETR4) se destacou entre os papéis de maior volume negociado, apresentando uma valorização de 3,60%, impulsionada pelo comportamento do petróleo no mercado internacional. Outras ações que figuraram entre as mais movimentadas foram Rumo (RAIL3), que recuou 2,18%, Ambev (ABEV3), com uma queda de 2,53%, e B3 (B3SA3), que encerrou com baixa de 0,30%.
No campo das maiores valorizações da sessão, a Rossi Residencial (RSID3) liderou com um avanço de 10,62%. Em seguida, apareceram Equatorial (EQPA5), com alta de 9,20%, e Azevedo e Travassos (AZEV4), que avançou 7,69%.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Nasdaq alcançaram novos marcos relevantes, com o índice de tecnologia encerrando acima dos 24 mil pontos e completando sua 11ª sessão consecutiva de ganhos, a mais longa sequência positiva desde novembro de 2021.
Apesar da perspectiva de um possível acordo entre EUA e Irã, agentes financeiros ainda veem espaço para volatilidade nos próximos dias, especialmente devido aos possíveis reflexos do conflito sobre inflação, atividade econômica e política monetária americana. No câmbio, o dólar fechou praticamente estável, com leve alta de 0,02%, cotado a R$ 4,99, interrompendo uma sequência de seis quedas seguidas, mas permanecendo abaixo do patamar de R$ 5,00.

