O estado de São Paulo alcançou 46 milhões de habitantes em 2025, com 17,6% da população tendo 60 anos ou mais, o que equivale a cerca de 8,1 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026.
Em 2012, a porcentagem de idosos era de 12,8%, mostrando um aumento de 4,8 pontos percentuais em mais de uma década. Ao mesmo tempo, a presença de jovens com menos de 25 anos caiu de 36,9% em 2012 para 31,1% em 2025, indicando uma mudança no perfil demográfico do estado.
São Paulo também apresenta uma maioria feminina, com 23,6 milhões de mulheres, ou 51,3% da população, em comparação a 22,4 milhões de homens, que representam 48,7%. Entre os idosos, há 76 homens para cada 100 mulheres, enquanto entre os jovens de 18 e 19 anos, a relação é inversa, com 113 homens para cada 100 mulheres.
A PNAD Contínua, pesquisa do IBGE, entrevistou cerca de 168 mil residências ao longo de 2025, visitando o mesmo domicílio uma vez por trimestre durante cinco trimestres consecutivos. Especialistas alertam que o Brasil precisa implementar medidas estruturais para lidar com o envelhecimento populacional, mas reconhecem que o país ainda não tomou as ações necessárias.
“”Nós estamos sempre atrasados. Não fizemos as reformas quando o país era mais jovem, e não fizemos quando começou a envelhecer”, disse Eduardo Afonso, da USP.”
Outro dado relevante é a mudança na composição racial da população paulista. A proporção de moradores que se declaram brancos caiu de 64,2% em 2012 para 56,2% em 2025, uma redução de 8 pontos percentuais. Em contrapartida, a porcentagem de pessoas que se declaram pretas aumentou de 5,6% para 8,5%, e a de pardas subiu de 28,8% para 33,3%.
A PNAD Contínua classifica a cor ou raça por autodeclaração, onde cada morador informa como se identifica. A queda na participação da população branca é uma tendência observada em todo o país, mas é mais acentuada em São Paulo.
Além das mudanças demográficas, a pesquisa revela alterações no modo de viver dos paulistas. Os domicílios unipessoais cresceram pelo sétimo ano consecutivo, passando de 11,9% em 2012 para 19,9% em 2025. Os arranjos familiares nucleares, embora ainda sejam a maioria, diminuíram de 70,5% para 67,5% no mesmo período.
Em relação aos imóveis, 28,5% dos domicílios em São Paulo eram alugados em 2025, um aumento de 44,1% em comparação a 2016, quando eram 3,4 milhões. Os imóveis próprios já quitados, que ainda representam 52,2% dos domicílios, tiveram uma redução de 2,7% em relação a 2024.


