Com o envio da declaração do Imposto de Renda, cresce a expectativa dos contribuintes pela restituição. Os pagamentos seguem uma ordem definida pela Receita Federal do Brasil, baseada em critérios legais e operacionais.
Na frente da fila estão os contribuintes com prioridade garantida por lei. Isso inclui idosos acima de 80 anos, pessoas entre 60 e 79 anos, além de pessoas com deficiência ou doenças graves. Professores cuja principal fonte de renda seja o magistério também fazem parte desse grupo prioritário.
Após essa etapa, fatores que podem acelerar o recebimento incluem a escolha pela declaração pré-preenchida e o recebimento via Pix, com chave CPF. Em seguida, estão os contribuintes que enviaram a declaração mais cedo, desde que não haja erros ou inconsistências.
Por outro lado, quem entrega a declaração perto do prazo final ou comete erros pode cair nos últimos lotes ou até na malha fina, o que pode atrasar significativamente o pagamento.
““A restituição não acontece de forma aleatória. Existe uma lógica clara de prioridade e o contribuinte que conhece essas regras consegue se organizar para receber mais rápido”, afirma Wellington Viegas, sócio da Soma Contabilidade Integrada.”
Ele destaca que pequenos cuidados impactam diretamente o prazo. “A Receita valoriza quem entrega cedo, com dados corretos e utiliza ferramentas que agilizam o processamento”, explica.
““Uma informação incorreta pode tirar o contribuinte de um lote inicial e empurrá-lo para o fim do calendário. Mais do que pressa, o ideal é acertar na entrega”, diz o advogado tributarista Júlio Caires.”
Na prática, especialistas recomendam que o contribuinte vá além do básico: entregar cedo, revisar as informações e usar os recursos disponíveis pode ser decisivo para receber a restituição mais rapidamente.

