Informações de agências da Inteligência dos Estados Unidos revelam que a China está se preparando para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas. A informação foi divulgada neste sábado, 11, por fontes familiarizadas com a avaliação.
A medida é considerada provocativa por Washington, especialmente após a recente trégua entre Irã e EUA. Segundo as fontes, há indícios de que a China estaria tentando desviar as remessas por meio de outros países para ocultar a verdadeira origem dos armamentos.
Os armamentos em questão seriam sistemas de mísseis antiaéreos portáteis, conhecidos como MANPADS. Um porta-voz da Embaixada da China em Washington negou as acusações, afirmando que Pequim “nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito; a informação em questão é falsa”.
Na mesma semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a aplicação de tarifas de 50% a países que fornecerem armas a Teerã, em resposta a relatos de que a Rússia estaria vendendo armamentos ao Irã, incluindo drones utilizados na guerra contra a Ucrânia.
Além disso, análises internas americanas indicam que a China tem vendido tecnologia de dupla utilização ao Irã, permitindo que o país continue a desenvolver armas e a aprimorar seus sistemas de navegação. A transferência direta de sistemas de armas representaria um novo patamar de assistência militar.
A relação entre Pequim e Teerã no comércio de armas é histórica. Durante a década de 80, a China foi um dos principais fornecedores de armamentos para o regime iraniano, mas teve que reduzir as transferências nos anos 90 devido à pressão internacional.

