Irã ataca Israel novamente, danificando estação de trem em Tel Aviv

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Irã lançou mísseis contra Israel nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026, atingindo uma estação ferroviária em Tel Aviv. A ação ocorre em meio a novas advertências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou bombardear pontes e usinas elétricas iranianas caso um acordo de cessar-fogo não seja alcançado rapidamente.

O Exército israelense não detalhou os locais atingidos, mas a rádio militar informou sobre os danos na estação de trem. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o lançamento de mísseis de “longo alcance” contra Tel Aviv e Eilat, no sul de Israel. Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, mais de 5 mil mortes foram registradas, principalmente no Irã e no Líbano, sem sinais de trégua.

Trump alterna entre ameaças e apelos ao diálogo, prevendo “duas ou três” semanas adicionais de conflito. Ele advertiu que as forças americanas atacarão as infraestruturas civis do Irã. “As pontes serão as próximas, e depois as usinas elétricas!”, escreveu na rede Truth Social.

Na quinta-feira, bombardeios americanos destruíram uma ponte em construção perto de Teerã. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que atacar infraestruturas civis não levará à rendição dos iranianos.

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No Líbano, o Hezbollah lançou projéteis em direção ao sul de Israel, intensificando a guerra que começou após o ataque da milícia em 2 de março, em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. O Exército de Israel informou ter atingido mais de 3.500 alvos no Líbano e eliminado quase 1.000 combatentes do Hezbollah em um mês.

Mais de 1 milhão de pessoas no Líbano foram forçadas a deixar suas casas devido aos bombardeios. A diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, alertou sobre riscos de deslocamentos em massa e a necessidade de reconstrução em áreas devastadas.

As monarquias do Golfo também estão sob ataque do Irã, com um ataque de drones contra uma refinaria no Kuwait nesta sexta-feira, sem vítimas registradas. O fechamento do Estreito de Ormuz, que antes transportava 20% do petróleo e gás mundiais, agrava as consequências econômicas globais.

Quase 40 países pediram a reabertura imediata do estreito, acusando o Irã de querer “tomar a economia mundial como refém”. O Bahrein apresentou um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU para autorizar o uso da força para liberar a rota marítima, mas a votação foi adiada por falta de consenso.

Teerã advertiu contra qualquer “ação provocadora” nas Nações Unidas, afirmando que uma votação do Conselho de Segurança complicará ainda mais a situação.

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