Irã afirma que novos métodos de defesa aérea abateram jatos dos EUA

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

No dia 3 de abril de 2026, um alto comandante militar iraniano declarou que as forças do Irã estão “caçando” aeronaves americanas utilizando novos métodos e equipamentos. A afirmação foi feita no mesmo dia em que dois jatos militares dos EUA foram abatidos.

Um F-15 da Força Aérea dos EUA foi derrubado sobre o Irã, e um membro da tripulação permanece desaparecido. Além disso, um A-10 Thunderbolt II foi atingido e caiu logo após deixar o território iraniano. O brigadeiro-general Alireza Elhami, comandante da Base Aérea Conjunta do Irã, afirmou que a perda da aeronave americana foi “resultado de táticas, do uso de equipamentos modernos e de inovações nos sistemas de defesa aérea (do Irã)”, conforme informou a agência de notícias estatal IRNA.

Elhami não detalhou quais seriam essas inovações, mas afirmou que “isso causou confusão e perplexidade ao inimigo”. O F-15 é a primeira aeronave tripulada dos EUA que se tem notícia de ter sido abatida sobre o Irã durante o conflito.

O conflito entre os Estados Unidos e o Irã teve início em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do regime iraniano também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios e alvos militares iranianos.

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Em retaliação, o regime iraniano atacou diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e Israel nessas nações. Desde o início da guerra, mais de 1.750 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.

A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos. O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah.

Com a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. O ex-presidente Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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