No dia 7 de abril de 2026, o Irã convocou sua população a formar correntes humanas para proteger as usinas de energia do país. A medida ocorre em resposta a ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exigiu um cessar-fogo até a noite de terça-feira.
Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, fez o apelo a “todos os jovens, atletas, artistas, estudantes e universitários e seus professores”, ressaltando que “as usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.
A ameaça de Trump, que inclui a possibilidade de “destruir o Irã”, foi feita após um ultimato de 48 horas, dado no domingo, 5 de abril. Em um pronunciamento na segunda-feira, 6 de abril, Trump afirmou que “o país inteiro pode ser eliminado em uma noite”.
Em Teerã, a situação é descrita como sombria. Um jovem, que preferiu não se identificar, comentou em uma cafeteria que a situação se torna cada vez mais desesperadora, com a possibilidade de cortes de energia em larga escala. “Sinto que estamos presos entre as lâminas de uma tesoura”, disse ele.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que milhões de iranianos estão “prontos para se sacrificar” pelo país. Ele afirmou que “mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã”. Essa declaração sugere que o regime iraniano não cederá ao ultimato de Trump, que expira às 21h, no horário de Brasília, nesta terça-feira.
Trump também ameaçou demolir todas as usinas de energia e pontes do Irã, afirmando que pode “tomar o país em uma noite” caso não haja um acordo “aceitável” com o regime iraniano.

