No dia 18 de abril de 2026, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz, prometendo reabrir a rota marítima apenas se os Estados Unidos retirarem o bloqueio aos portos iranianos. Navios que tentaram passar pela região relataram ataques.
Após o anúncio da reabertura do estreito, dados de monitoramento mostraram um comboio de petroleiros na área. No entanto, a situação se deteriorou rapidamente, com a Marinha iraniana informando que o estreito estava novamente fechado e que nenhuma embarcação teria permissão para atravessar.
A organização de tráfego marítimo do Reino Unido confirmou que embarcações da Guarda Revolucionária do Irã atacaram petroleiros. O governo da Índia confirmou que duas embarcações indianas de transporte de petróleo bruto foram atacadas e convocou o embaixador iraniano em Nova Délhi para prestar esclarecimentos.
O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã declarou que o estreito permanecerá fechado até que os Estados Unidos suspendam o bloqueio, que considera uma violação do cessar-fogo em vigor há onze dias. O governo americano, por sua vez, afirmou que a operação continuará enquanto as negociações estiverem em andamento, tendo já impedido a passagem de 23 navios desde a última segunda-feira.
O presidente Donald Trump, que havia afirmado que o estreito não seria mais usado como arma, convocou sua equipe de segurança nacional para discutir a situação. Em declarações feitas no Salão Oval, Trump disse: “Estamos tendo boas conversas. Os iranianos deram uma de espertinhos. Querem fechar o estreito novamente, mas eles não podem nos chantagear.”
Atualmente, não há data definida para uma nova rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã. O Conselho de Segurança Nacional do Irã está revisando uma nova proposta americana, mediada pelo Paquistão.
Em meio a essa tensão, os Estados Unidos anunciaram a extensão por mais trinta dias da permissão para compra de petróleo da Rússia, em uma tentativa de combater a alta dos preços do petróleo devido ao conflito. As sanções contra Moscou, relacionadas à guerra na Ucrânia, foram suspensas no mês anterior.
Além disso, em outra frente do conflito, forças israelenses realizaram ataques contra terroristas do Hezbollah no sul do Líbano. A ONU informou que um soldado das forças de paz morreu e três ficaram feridos. O presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que o soldado era francês e apontou o Hezbollah como responsável, embora o grupo extremista tenha negado.


