O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, que Israel aguarda o ‘sinal verde’ dos Estados Unidos para realizar um ataque ao Irã. Katz afirmou que o objetivo é fazer com que o país ‘retorne à Idade das Trevas’.
Segundo o ministro, as Forças de Defesa de Israel estão preparadas para operações defensivas e ofensivas, e ‘os alvos estão marcados’, incluindo Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que foi morto em ataques israelenses.
A declaração de Katz ocorre antes de uma reunião do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu com autoridades de segurança para discutir a situação no Oriente Médio. Além disso, representantes israelenses e libaneses se reuniram em Washington para tratar do cenário atual.
Essa movimentação se dá após uma série de ataques aéreos israelenses no Líbano, que resultaram na morte de mais de 300 pessoas, incluindo médicos, mulheres e crianças. Desde o início do conflito em 2 de março, mais de 2.200 vidas foram perdidas, após o Hezbollah disparar foguetes contra Israel em apoio a Teerã.
O contexto é marcado por um frágil cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, que entrou em vigor em 8 de abril, após 40 dias de combates. O presidente dos EUA, Donald Trump, prorrogou a trégua na terça-feira, antes do vencimento na quarta-feira.
Na quarta-feira, o principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que um cessar-fogo total só seria viável se os Estados Unidos encerrassem o bloqueio naval aos portos iranianos. Essa declaração foi feita após a Guarda Revolucionária Islâmica interceptar e apreender dois navios comerciais na rota.
Para Teerã, as restrições impostas por Washington são uma ‘violação flagrante’ da trégua. Ghalibaf afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz é ‘impossível’ enquanto persistirem ações que considera violações do cessar-fogo, incluindo o bloqueio naval americano e a ‘beligerância sionista’. Ele ressaltou que ‘os Estados Unidos e Israel não alcançaram seus objetivos por meio de agressão militar, nem o farão por intimidação.’


