O acadêmico americano John Mearsheimer, professor da Universidade de Chicago e uma das vozes mais influentes em análise geopolítica, gerou polêmica nas redes sociais após uma análise sobre a guerra no Oriente Médio. Em entrevista ao podcast Judging Freedom, apresentado pelo juiz Andrew Napolitano, Mearsheimer afirmou que, se um tribunal nos moldes de Nuremberg fosse realizado hoje, o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu poderiam ser executados por supostos crimes de guerra.
“Se houvesse julgamentos como os de Nuremberg, onde israelenses e americanos fossem levados a tribunal, o presidente Trump, juntamente com o Netanyahu e muitos de seus assessores, seriam enforcados”, disse Mearsheimer no episódio publicado na última terça-feira, 31 de março de 2026.
““if there were Nuremberg trials right where the Israelis and the Americans were brought before the court, President Trump along with President Netanyahu and many of their advisors would be hanged””
Os Julgamentos de Nuremberg ocorreram entre 1945 e 1946, na Alemanha, e foram realizados pelas potências aliadas para julgar líderes nazistas por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Mearsheimer comparou as ações dos Estados Unidos e de Israel a esses crimes, afirmando que ambos os países teriam cometido delitos semelhantes ao realizarem ataques “injustificados” contra o Irã e ações militares contínuas sem provocação legítima.
Ele também mencionou que os Estados Unidos e Israel estariam envolvidos no “assassinato ilegal” de lideranças iranianas. Sobre Israel, Mearsheimer descreveu as ações do país na Faixa de Gaza como “uma guerra genocida”. O governo Netanyahu, por sua vez, nega as acusações de genocídio, alegando que o Hamas utiliza a população como escudo humano e que emitiu avisos prévios sobre ataques.
Israel reconheceu que mais de 70 mil pessoas morreram em Gaza durante o conflito, mas não faz distinção entre civis e combatentes. Estudos independentes sugerem que a maioria das mortes refere-se a palestinos comuns, com estimativas indicando que 70% a 80% das vítimas seriam civis.

